Concílio dos Deuses Marinhos

Novamente há uma ligação da mitologia com a viagem, numa perspectiva semelhante à do primeiro concílio, visto que, uma vez mais, Baco quer que o povo lusitano não atinja o seu objectivo.

Desceu o Rei das paixões, dos vícios e do vinho ao fundo do mar em direcção ao palácio de Neptuno para o convencer a convocar um Concílio dos Deuses Marinhos. Convencido, Neptuno ordena a Tritão que convoque este concílio e Baco no seu discurso consegue convencer a assembleia do dito concílio da necessidade de afundar a armada portuguesa antes de chegar ao Oriente.

Estavam os portugueses na última etapa da viagem, de Melinde a Calecut, guiados por um piloto conhecedor daqueles mares (posto à disposição pelo Rei de Melinde), prosseguindo viagem “Com vento sossegado” e entretendo-se com histórias contadas pelos marinheiros para passar o tempo, quando as naus são interceptadas por uma tempestade.

Era esta tempestade proveniente dos ventos que Eolo soltara por ordem dos deuses marinhos.